terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Rangel não se lembra de entrar no CDS, mas recorda-se de sair

  1. «Chegou a fazer parte do CDS? Sim, participei nuns conselhos? Mas foi mesmo militante? Isso é que eu também não sei? Eu tenho um problema com as militâncias (risos). Mas assinou um cartãozinho? Não sei se assinei. Não me lembro bem. Estou a dizer a verdade? A sério que não se lembra? Não me lembro!» (Paulo Rangel, entrevista ao i, 19/5/2009)
  2. «Afinal, foi ou não foi militante do CDS? Paulo Rangel - Não sei. Eu apoiei de forma informal e muito activa a candidatura de António Lobo Xavier à presidência do CDS contra Manuel Monteiro. E isto porque tínhamos uma proximidade muito grande. E nessa altura não sei se assinei alguma ficha ou não. Não me lembro.» (Paulo Rangel, entrevista ao Correio da Manhã, 24/5/2009)
  3. «Paulo Rangel foi militante do CDS durante cerca de três anos. A ficha de admissão no partido – então liderado por Manuel Monteiro, a que o CM teve acesso – foi assinada em Outubro de 1996 (...) O pedido de renúncia surgiu só em Março de 1999.» (Correio da Manhã, 22/2/2010)
  4. «"Nunca escondi a ligação ao CDS, apenas disse que não me recordava de me ter filiado" (...) "Escrevi a carta de renúncia no dia em que Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas romperam com o acordo para a Alternativa Democrática (AD)", esclarece. E enviou-a a 30 de Março de 1999, recorda agora com clareza o candidato a líder do PSD.» (Diário de Notícias, 23/2/2010)
Há um amigo meu que também só se lembra de acordar com a boca a saber a papel de música e um estafermo ao lado. Pelo menos, é o que ele diz.