quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A manipulação quando nasce é para todos

A escuto-novela PT/TVI tem mais um desenvolvimento: prova-se que Manuela Ferreira Leite estava a par do que se passava, e que inclusivamente fez uma intervenção política porque «sabia» que o contrato tinha sido assinado uma hora antes (não fora).

Uma pessoa põe-se a pensar quantas negociatas destas estão a acontecer, a cada momento, e apercebe-se de que o real problema não são os políticos.

Neste caso, a orquestração total parece mesmo ter sido de José Eduardo Moniz, que, presumivelmente, se manteve com o intermediário de Sócrates num telefone e o intermediário de Ferreira Leite no outro telefone, enquanto procurava o seu interesse pessoal. Ou foi dizendo que sim aos do PS, enquanto dizia aos do PSD «sabem o que eles querem fazer?».

É um mundo lindo. Quase que fico com saudades do Vasco Gonçalves: com media estatizados, poderíamos responsabilizar os mediacratas pelos seus actos. Politicamente. No regime actual, o poder mediático obedece a uma agenda ideológica e económica oculta. E não é responsabilizável.