terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cavaco e Sócrates não pensam casar; porém, se for pela igreja...

Confirma-se: Cavaco e Sócrates estão próximos do divórcio a propósito do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O jornal que escuta as fontes de Belém nos cafés da Avenida de Roma anuncia que «o mais expectável é que vete politicamente o diploma ou o envie para o Tribunal Constitucional». Do armário para fora, Cavaco já disse que procura «nada fazer que provoque fracturas na sociedade portuguesa». Arrisca ele próprio a fracturante perda da eleição presidencial no ano seguinte.
Entretanto, acicatada por uma capa de jornal que garantia haver um «pacto de não agressão» entre Governo e ICAR a propósito da mesma questão (o que seria plausível pois o Governo publicou recentemente diplomas que garantem centenas de empregos a sacerdotes católicos - como capelães do Estado), a ICAR ensaiou ontem um YMCA em defesa do referendo, com a habitual espertalhice ambígua de dizer uma coisa e a sua contrária: segundo o bispo Ortiga, «penso que o debate deveria ser alargado e profundo e, em meu entender, um referendo, como oportunidade para a reflexão, seria bem-vindo», embora, para o caso de as coisas correrem mal, «há coisas, como esta, que, para a Igreja, não são referendáveis».
A união poderia ser abençoada aquando da visita de um ex-nazi, em Maio.
«Confused? You won't be, after next year's episode of...Soap».