sexta-feira, 25 de setembro de 2009

pedagogia eleitoral máxima

espero que o filipe não se importe por eu lhe roubar o post, mas penso que algumas das propostas do BE nele mencionadas merecem ser aqui colocadas em versão integral. acima de tudo porque, como já tenho escrito nestes dias, esta campanha se está a revelar de uma pedagogia fantástica! sempre a aprender!

«[...] «Promoção de consumos conscientes, informados e responsáveis de substâncias como tabaco, álcool, drogas e medicamentos»
Eu nem quero acreditar no que leio... O Bloco não só propõe a liberalização do consumo das "drogas leves" como também a promoção de consumos conscientes, informados e responsáveis. A promoção do consumo de drogas é sempre perversa. Penso que é do mais elementar bom senso colocar a tónica nas politicas de desincentivo ao consumo de drogas.

«Diversificar os currículos, os conhecimentos e as práticas, iniciando um debate em torno das medicinas não convencionais, tantas vezes omitidas e ocultadas, e abrindo espaço para a sua implementação e complementaridade.»
Não me parece que seja missão dos políticos desocultarem as ciências ocultas por muita crença que tenham nelas. Deixemos à ciência e às universidades a demonstração da eficácia deste tipo de práticas, coisa que, até ver, não tem sido bem sucedida nem aqui nem em nenhuma outra parte do mundo. Ao que parece, o Bloco quer desocultar por decreto o que ainda ninguém conseguiu demonstrar com senso da evidência. [...]

«Assumir o controlo público da investigação científica e da tecnologia, dando prioridade às alternativas no campo das energias renováveis e da eficiência energética que permitam o uso democrático dos recursos»
Controlo público da investigação científica? Onde é que eu já vi isto? URSS? China? Coreia do Norte?

«Criação de um banco de cérebros em Portugal para promover uma investigação científica séria, eficaz e segura na área das Neurociências (como Alzheimer e Parkinson), acabando com o sacrifício de centenas de animais por ano para efeitos deste estudo»
[...] Primeiro dizem que querem controlar a investigação científica e, umas linhas abaixo, demonstram que não percebem mesmo nada de investigação científica. Quem lê esta frase até pensa que a investigação que se faz em Portugal não é séria, eficaz e segura, o que é verdadeiramente ultrajante para todos os investigadores em neurociências do país. [...]»


[Pedro Morgado | Avenida Central --- 25.09.09]


e, já agora, alguém me consegue explicar o que realmente está por detrás disto:

«[...] "Está transformada a própria natureza funcional das Forças Armadas: em nome do profissionalismo, da eficiência empresarial, duma tecnocracia pretensamente apolítica, elas tendem a agir como corpos mercenarizados de contratados de onde desapareceu qualquer eco, por retórico que fosse, do conceito republicano dos “cidadãos em armas”. Corpos de profissionais de guerras imperialistas tendem a ser, em si mesmos, uma ameaça à democracia." [...]»

[via Hugo Costa | SIMplex --- 25 Setembro , 2009]