quarta-feira, 30 de setembro de 2009

mas mais no fundo mais no fundo... está cavaco. enterrado até ao pescoço...

«[...] À TSF, o director do DN, João Marcelino, referiu que a declaração do Presidente da República, «é a peça mais demagógica que alguma vez vi num político de alto nível em Portugal».

«Houve um conjunto de ambiguidades e até desonestidades, [na declaração do Presidente da República]. Cavaco Silva confunde, ou pretende confundir o email que o DN publicou e que ajudou a perceber toda a história, com a segurança dos emails da Presidência», salientou.

«Tudo isto é uma lamentável peça que não contribui para a estabilidade da vida política portuguesa. O Presidente da República não esclareceu nada e voltou a referir-se de forma agressiva ao partido do Governo e, portanto, o que podemos esperar é que a conflitualidade em Portugal permaneça ao mais alto nível», acrescentou. [...]»


[TSF --- 29 Set 09]


«[...] Disse que nunca disse que suspeitava das suspeitas, mas que se pode suspeitar, que qualquer pessoa pode suspeitar, mas que ele nunca o escreveu, mas é grave escutarem, mas ele não disse que alguém escuta, mas chamou peritos, que dizem que pode acontecer, mas ele nunca disse isso, mas o Governo escutou, mas não é ele que diz, disse alguém que não podia ter dito, mas disse, mas pelo menos não foi ele, foi o outro, que ele já arrumou, mas não foi crime o que ele disse, e ainda bem que disse, porque há mesmo escutas, mas ele nunca o escreveu, e também não teve assessores a escrever o programa do PSD, mas podia ter tido porque outros tiveram, mas ele não teve, e como é que se sabia que os assessores dele estavam mesmo a escrever o programa?, deviam estar à escuta, pelo menos é o que diz o outro, mas ele não, nem escreve, os socialistas é que o queriam colar ao PSD, mas ele é particularmente rigoroso nisso, isso já escreveu e escreve, mas que há escutas não, nunca disse, diz o outro, e tem razão, os peritos confirmaram que se pode ler e-mails de outras pessoas, embora ele não o diga… [...]»

[José Costa e Silva | Lóbi do Chá --- 29/09/2009]


«[...] Cavaco, aliás, volta ao ridículo de considerar que as suspeitas de espionagem eram fundadas na acusação de haver membros da sua Casa Civil a colaborar com o PSD - quando é sabido que essa "informação secreta" estava publicada no site da "política de verdade" antes de dirigentes do PS se lhe terem referido. [...]

[A]s suas diligências sobre "segurança" no Palácio só foram feitas hoje: perguntou se a correspondência electrónica podia ser violada. Porque só fez isso hoje e não desde que, pelos vistos há bastante tempo, tem suspeitas? [...]

Se Cavaco nunca mandou fazer nada daquilo que se lê no mail publicado no DN, será que Fernando Lima enganou os jornalistas do Público? Será que um jornalista do Público inventou tudo aquilo? Será que o DN inventou o mail? Esta última hipótese já nem por José Manuel Fernandes é sustentada. [...]

Nunca vi um Presidente constitucional desde jovem democracia descer tão baixo. [...]»


[Porfirio Silva | Machina Speculatrix --- 29.9.09]


«[...] Dizendo, coisa extraordinária, que o sistema informático da Presidência da República não é absolutamente seguro. Coisa que não tentou saber quando surgiram as notícias, mas apenas hoje, antes das suas declarações. Será inseguro, é provável. Todos os que existem no planeta o são. O que não é habitual é o Presidente dizê-lo ao país sem sequer se perceber porquê. Alguem leu os mails do Presidente? Quando? Quais? Quem? De que raio está ele a falar que já toda a gente se perdeu? O mail que foi publicado não era de Belém. Onde raio foi agora ele desencatar esta dúvida?

E as suspeitas que lança, não tendo certezas do que diz, são de uma irresponsabilidade sem nome. [...] [O]u está a tentar manipular opinião pública num assunto de uma enorme gravidade e teremos de concluir que o país colocou em Belém um homem perigoso. [...]»


[Daniel Oliveira | Arrastão --- 29 Set 09]


«[...] Cavaco ignora olimpicamente a notícia do Público sobre as alegadas escutas. Acha é manipulativa a notícia do DN que mostra (o que ele assume implicitamente como verdade) que o seu assessor de comunicação falou com jornalistas sobre suspeitas. Da primeira notícia não reza a comunicação. [...]»

[Carlos Santos | O Valor das Ideias --- 29 de Setembro de 2009]


«[...] o Presidente foge para a frente: atira-se a dirigentes não identificados (coisa mui digna e isenta num Presidente), lança mais suspeitas e insinuações e encoraja o clima de dúvida e confusão. Ou seja, mais poeira e intriga irresponsável. [...]

Esta embrulhada, que partiu da Presidência da República e promete continuar a entreter o país (por acaso, durante outra campanha eleitoral), mostra bem como o sentido de Estado é entendido pela Presidência. A isenção é uma palavra para usar e abusar nas comunicações ao país mas sem grande valor para a prática política quotidiana. [...]»


[José Guilherme Gusmão | Ladrões de Bicicletas --- 29 de Setembro de 2009]


«[...] O ressentimento de quem não esclareceu o essencial, atirou pedras e fugiu, e tornou a cooperação institucional impossível.

Falhou no tempo, na forma e na substância. [...]»


[Carlos Esperança | Ponte Europa --- Setembro 29, 2009]