quarta-feira, 27 de maio de 2009

Exactamente o que eu disse

Sobre a remodelação da Praça do Comércio, escrevi: «não entendo qual a relação entre a remodelação apresentada da Praça e a celebração do centenário da implantação da República. Insiste-se na temática dos «descobrimentos», com rotas de navegação do século 16 desenhadas no chão. (...) Para quando a ruptura com a cultura política que insiste no Afonso Henriques, no Vasco da Gama e no Nun´Álvares?». Agora, comenta-se, lá para a Ordem dos Arquitectos: «Quanto às linhas se prevê que venham a ornamentar os passeios junto às arcadas, inspiradas nas antigas cartas de marear, lembram a Carrilho da Graça “os tempos do fascismo e a exposição do mundo português”». Ora, exactamente.

Quanto à redução da área para circulação automóvel, a necessidade de árvores e a desnecessidade de degraus junto ao rio, parece que estamos (quase) todos de acordo.