domingo, 29 de março de 2009

Rapazes verdadeiramente maus...

Costuma-se dizer que já não há rapazes maus, desde que morreu o padre Amaro, mas há. E parece que os 35 piores são cardeais e vivem no Vaticano. Vaidade, inveja, corrupção, cupidez, conspiração, ódio e jogos de poder caracterizam o ambiente bizantino que se vive no Vaticano e que Ratzinger não parece ser capaz de controlar.

A ICAR é uma organização medieval com uma estrutura medieval que serviu um propósito importantíssimo durante mais de 1000 anos: compreender, sintetizar e administrar os verdadeiros interesses da oligarquia que governou (e governa) a Europa desde a queda do império romano.

Hoje, num mundo global onde os católicos são uma pequena parte da equação e Roma já não pode empregar e alimentar os filhos segundos dos nobres, o papel da ICAR está em causa. E a podridão e o luxo imoral do Vaticano começam a cheirar, sobretudo quando o papa não percebe que um líder mundial pode ser um sociopata sem empatia pela humanidade (como Bush e Cheney) mas não deve alardear o desprezo pela humanidade em público. As palavras e actos de ódio psicopata da ICAR contra as mulheres que se vêem obrigadas a recorrer à interrupção da gravidez, os homossexuais que querem ter os mesmos direitos humanos que o resto das pessoas, os jovens que querem ter uma vida sexual abundante e equilibrada, a guerra aos contraceptivos num mundo cuja população não para de crescer e em que as doenças venéreas matam milhões de pessoas com mortes lentas e horríveis, destroem famílias e infectam orfãos, e agora o apoio público a uma organização caceteira, fascista e anti-semita, são um caminho perigoso, mesmo para uma das organizações mais poderosas e mais ricas do mundo.