quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eutanásia e suicídio assistido: o debate que se inicia

É sem dúvida surpreendente que, num partido tão conservador como o PS, haja deputados dispostos a iniciarem um debate difícil como o da regulamentação legal da eutanásia e do suicídio assistido.
Confundem-se frequentemente diversas questões, subsumidas sob as designações de «direito a morrer», «eutanásia» e «suicídio assistido». Há que distinguir:
  1. A situação do tetraplégico ou do doente oncológico terminal, que deseja conscientemente pôr termo à vida, mas que está impossibilitado de o fazer por falta de meios próprios;
  2. A situação do paciente em coma irreversível ou em estado vegetativo, portanto sem consciência.

Há também que distinguir, no segundo caso, as situações em que se pára o tratamento (eutanásia passiva) daquelas em que se fornece uma substância letal (eutanásia activa). Finalmente, há que distinguir também, na mesma situação, as situações em que existe um «testamento vital» daquelas em que o indivíduo não deixou instruções.

Que dizem os autores e leitores deste blogue?