terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Estudos de Felicidade

Como medir a felicidade de uma população?
A resposta óbvia poderia ser "perguntando às pessoas". Mas as objecções são igualmente óbvias: as pessoas podem não responder aquilo que verdadeiramente sentem, podem não saber aquilo que verdadeiramente sentem, ou podem exprimir de forma diferente aquilo que sentem.

No entanto, pedindo para classificar o nível de bem estar numa escala de 1 a 10, as respostas dadas pelos sujeitos correlacionam-se com:

1. Objective characteristics like unemployment.
2. The person’s recall of positive versus negative life-events.
3. Assessments of the person’s happiness by friends and family members.
4. Assessments of the person’s happiness by his or her spouse.
5. Duration of authentic or so-called Duchenne smiles (a Duchenne smile occurs when both the zygomatic major and obicularus orus facial muscles fire, and human beings identify these as ‘genuine’ smiles).
6. Heart rate and blood-pressure measures responses to stress, and psychosomatic illnesses such
as digestive disorders and headaches.
7. Skin-resistance measures of response to stress
8. Electroencephelogram measures of prefrontal brain activity.*

O facto destas correlações serem significativas dá-nos razões adicionais para prestar atenção aos diferentes inquéritos que são feitos em todo o mundo a este respeito.

Às vezes é dito que apesar de todo o desenvolvimento social e económico, países como a Suécia, o Canadá, a Filândia têm elevadas taxas de suicídios. Por vezes pretende-se com esta observação defender que a prosperidade e a coesão social que caracterizam estes países não são importantes para a felicidade das pessoas.
No que diz respeito às taxas de suicídio, a história não está bem contada.

Independentemente disso, de acordo com os inquéritos acima descritos, a Filândia, a Suécia, o Canadá, a Nova Zelândia estão entre os países «mais felizes» do mundo.
Afinal, ter um elevado índice de desenvolvimento humano, uma sociedade solidária e justa, parece valer a pena.

*Tirado de «MONEY, SEX AND HAPPINESS: AN EMPIRICAL STUDY» de David G. Blanchflower e Andrew J. Oswald.